segunda-feira, 11 de abril de 2016

COMO É QUE SE SOBREVIVE?

Sexta-feira estava eu angustiada com a ida da minha Princesa a Lisboa, quando soube que uma colega minha tinha acabado de perder a filha, de 20 anos.

Um murro no estômago foi o que sentimos, percebia-se um estado de choque generalizado. Perder um filho é contra natura e esta morte não podia ser pior.

Evitei a todo o custo pensar no ‘e se fosse comigo’ mas por muito que tentemos, é difícil fazer este desvio do pensamento. Sinceramente não sei como é que uma mãe consegue suportar estar dor, não sei como é que alguém se consegue deslargar de um filho… deixá-lo ir. A mim, teriam de me sedar, internar, pôr-me a dormir para a vida, para a realidade. E de preferência deixar-me assim para sempre!


Não vejo a hora da minha chegar a casa para a poder abraçar…

sexta-feira, 8 de abril de 2016

#esefosseeu

Imagem daqui
Para começar é horrível PENSAR nesta questão! Depois acho que por muito que agora pensemos com grande discernimento acerca disto, se algum dia acontecesse-se acredito que faríamos tudo de maneira diferente. O instinto de sobrevivência faz-nos agir sem pensar, quando o nosso único propósito é salvarmos-nos (da guerra; de um acidente; de um incêndio, etc.).   

Vou-vos dar um exemplo, quando eu tinha 10 anos houve um incêndio no nosso prédio. No 1º andar moravam os nossos vizinhos; no 2º a minha madrinha mais os meus primos; o 3º e o 4º andar eram partilhados pelos meus tios e pelos meus pais. O meu quarto ficava no último piso e o incêndio aconteceu no 2º. Só me lembro de ouvir gritos nas escadas e quando abri a porta do quarto só vi fumo! Estava com a minha irmã Belisa, mais velha que eu 4 anos e nem falamos, desatamos a correr escadas abaixo até à rua! Só paramos à porta de casa de outros meus tios que moravam mais abaixo, do outro lado da rua.

Nessa altura o meu pai estava acamado, por isso é ÓBVIO que ia precisar de ajuda para sair. Acham que eu me lembrei de quem quer que fosse? Entrei de tal forma em pânico que não disse nada a ninguém e fugi com todas as minhas forças.

Podem imaginar o que se segue… Os bombeiros fartaram-se de nos procurar pelo prédio todo e nós não estávamos lá… O fogo acabou por ser controlado mas o meu pai e o nosso hóspede tiverem de receber oxigénio por causa do fumo porque não conseguiram sair do prédio. A minha tia só pensava no dinheiro que tinha guardado no último piso e depois de estar a salvo, voltou para trás para o ir buscar, só que as escadas transbordavam água por causa das mangueiras e ela caiu, partindo um braço. Mais tarde os meus tios vieram avisar os meus pais que nós estávamos a salvo, na casa deles. Eu e a minha irmã assistimos a tudo da janela de casa deles, num estado meio apático.

Durante anos tinha medo de ir dormir; tinha medo de tomar banho; ficava em pânico se ouvia alguém gritar. Só pensava se acontecesse alguma coisa, se teria tempo de fugir…

Quem está de fora sem nunca ter passado por uma situação destas, é muito provável que diga que não fugia sem salvar pelo menos os pais ou quem quer que lá estivesse. Mas a verdade é que até nos depararmos com a situação, é uma incógnita.

Por isso esta questão da mochila é muito subjectiva. Levávamos o quê? Racionalmente pensaria em:
- Documentos de identificação meus e da Princesa (na mochila dela também teria que ter documentos de identificação das duas, em caso de separação, teria de haver algo que nos possibilitasse reencontrar mais tarde…)
- Fotografias (3 ou 4) das pessoas mais importantes da minha vida
- Chaves de casa, quase como que significasse que aquela saída era temporária
- Lenço grande que desse para proteger do sol ou do frio
- Calçado raso (botins ou sapatilhas) para muitas horas de caminhadas
- Manta térmica (a maior parte das pessoas que participa em trails, tem disto. Custa 5€ e seria sem dúvida uma vais valia)
- Lanterna
- Isqueiro
- Creme para queimaduras (do sol ou frio), não com o intuito de manter uma pele bonita, mas pelo instinto de nos pouparmos de dor
- 1 Bloco e 2 canetas (para escrever o que me fosse na alma, quer fossem as saudades do que estava para trás; as dificuldades da ‘fuga’; a ansiedade em relação ao futuro, etc. Iria ser o meu diário.)
- Pensos higiénicos…
- Água
- Barras de cereais
- Enlatados

Penso que não me ia agarrar muito às coisas simbólicas que representem memórias porque essas, estão dentro de nós e ninguém nos tira. Ia pensar em formas de sobreviver ao sol; à chuva e ao frio, por um tempo indeterminado, com a perspectiva de poder começar uma nova vida em segurança, com a minha princesa, família e aqueles que amo.


E se fossem vocês?

quinta-feira, 7 de abril de 2016

ANGÚSTIAS DE MÃE

Desengane-se quem acha que isto melhora com a idade!

Ainda me lembro da primeira vez que a minha Princesa saiu em passeio com o infantário. Fui apanhada desprevenida do género:
- Mãe, amanhã de manhã vamos de camioneta até… (blá, blá já não me lembro onde foram). Senti logo calores e um misto de quase choro e a minha cara deve ter sido tão assustadora que me disseram de imediato para não me preocupar, que tudo ia correr bem. No dia seguinte à tarde, quando a fui buscar, mal entrei disseram-me:
- Mãe, não se assuste!
- What?????????
Pelos vistos ela tinha adormecido na camioneta e numa travagem caiu… bateu com a cara não sei onde e mal a vi ainda estava toda suja, cheia de sangue na camisola (tinham acabado de chegar). Não partiu nada, só sangrou imenso do nariz. Ommmmmmmmmmmmmm Depois disto (finalmente passou a ser obrigatório o uso dos cintos de segurança em autocarros escolares) ficava sempre com o coração nas mãos cada vez que ouvia a palavra PASSEIO.

Amanhã ela vai novamente em passeio (até à Capital) e obviamente que já não tem 3 nem 4 anos, já tem 14 e é uma menina muito responsável, mas eu tenho pânico de camionetas (recuso-me ir a Lisboa de camioneta, já fui e jurei para nunca mais, acho os comboios ainda assim veículos mais seguros). Vão sair daqui do Porto às 06h15 e só regressam por volta das 20h30 (não contando com atrasos, claro).

Dia 23 de Abril tem um encontro de ginastas em Coimbra e também vão de camioneta.

Duas viagens no mesmo mês vão-me dar conta dos nervos!


Maio, chega depressa, sim?

Imagem daqui

quarta-feira, 6 de abril de 2016

AI OS QUARENTA...

Esqueçam lá essa treta de que os novos 40 são os antigos 30! Eu senti que a minha vida ia literalmente a meio, isto obviamente (e ainda bem que assim é) não sabendo quanto tempo irei viver!

Não sei se por a minha vida ter dado uma volta gigante no fim deste ano que passou e por essa razão, não tenha ainda a estabilidade emocional que desejava.
Não sei se por olhar para a minha Princesa e vê-la crescida, quase uma mulher feita, que não tarda nada estará na faculdade.
Não sei se pela ideia de não vir a ter mais filhos.
Não sei se pela sensação de trabalhar há precisamente 20 no meu actual emprego.
Não sei…

Este ano foi o que mais me custou celebrar. Por um lado passei um excelente dia de sábado na companhia de amigos fantásticos, mas por outro conforme via as horas passarem só me apetecia ir embora e passar as 12 badaladas em casa. Estava ansiosa, nervosa, inquieta. Não consegui sair porque estavam todos em conluio para que à meia-noite me cantassem os parabéns e conseguiram. Só sei que me cantaram os parabéns e as lágrimas correram cara abaixo… Um misto de alegria e o culminar daquela espera… Enfim. Estava efectivamente lamechas.

Depois seguiu-se um telefonema da minha princesa em que me disse para ir ao FB ver uma foto que tinha postado. Fui, li, sorri e chorei. Fiquei babada com aquela declaração de amor… Ora vejam:
“Bom, antes de mais olá, queria vir aqui só para te agradecer por tudo o que já fizeste por mim mãe. És a melhor do mundo, a melhor e a única mãe da minha vida ❤. Obrigada por todos os dias em que reclamas comigo, em que me chamas a atenção pois eu sei que é só para o meu bem, sabes que respondo e que fico zangada mas também me conheces, também sabes o meu feitio, sabes como sou ao acordar e sabes quando estou em dias maus... Conheces-me melhor do que toda a gente e eu reconheço isso, amo-te daqui até à lua 🌙! Obrigada por todas as risadas que tivemos, por todas as maluquices que tivemos, por todos os nossos momentos fantásticos, simplesmente obrigada 💜!! Chegaste a uma idade grande, estás a ficar mais velha mas isso não é o mais importante, o mais importante é a pessoa que és e que eu sei que nunca vais deixar de ser! Simplesmente um grande OBRIGADA e PARABÉNS MÃE! AMO-TE QUARENTONA”

Domingo almoçamos os três: eu, a Princesa e o Principesco (a princesa mais nova tinha espectáculo). Comemos sushi mas confesso que não era assim nada de especial (é verdade que também não fomos aqueles restaurantes caros mas que sabemos que são bons). Depois do almoço fui com o Principesco para Castelo de Paiva. Ficamos no EUROSTARS RIO DOURO HOTEL AND SPA, e fomos directos para o SPA. Fizemos piscinas; sauna e banho turco. Para jantar tínhamos 2 opções, ou ficávamos no hotel ou saímos. No hotel disseram-me que se comia bem e que valia a pena aquela experiência de comida de Chef, mas a verdade é que tudo pesa na balança e feitas as contas, decidimos comer fora.
Não nos arrependemos da escolha, optamos por um restaurante modesto mas simpático, chamado ‘Adega Ramadinha’,onde servem comidinha caseira TOP. Eis o nosso menu:
- Azeitonas
- Presunto
- Broa + manteiga
- Moelas
- Papas de sarrabulho (para ele mas eu provei)
- Polvo à Lagareiro
- 2 finos + 1 jarro pequeno de vinho
- 2 cafés
Querem saber quanto nos custou isto tudo? 20,00€! Surreal, pagamos apenas 20€ e deixem-me que vos diga, só o prato com presunto trazia nacos!!! Não comemos sobremesa porque já não conseguíamos…




Chegados ao hotel fomos até ao bar, o Principesco bebeu um Gin e eu aceita a sugestão de uma raspiroska (tipo caipirinha mas com framboesas. Não gostei mas acabei por beber apesar daquilo me saber a bem-U-Ron LOLOLOL). Pagamos quase o mesmo pelas bebidas que pelo jantar ahahahahaha

Domingo de manhã acordamos cedo (dormi super mal de noite, acordei inúmeras vezes e depois não conseguia dormir); vestimo-nos e fomos tomar o pequeno-almoço. Nos hotéis não costumo variar e desta vez não foi excepção, eis a minha escolha:
- 1 chávena de café
- 1 fatia de pão torrado
- Ovos mexidos
- Bacon
- 1 sumo de laranja natural
- 1 prato com fruta variada
Fico consoladinha da vida! Comia disto todos os dias de manhã se fosse possível J


Depois para gastar as calorias fomos novamente até ao SPA. Estava-se muito bem ali, mas o check out tinha de ser feito até ao meio-dia.

Quando saímos do hotel chovia que ‘Deus a dava’ o que impossibilitava qualquer passeio ali pelas redondezas. Acabamos por vir para o Porto, devagarinho, e fomos almoçar já mais tarde à Afurada, na Taberna do S. Pedro. Comemos sardinhas assadas (já lá comi muitooooo melhores mas percebo que não estamos na altura delas).

E pronto, mais passeio, menos passeio, estava mais um aniversário passado.


OBS: Domingo fui à balança e acusava 51,2Kg, mesmo depois de ter passado o sábado a comer leitão; camarão da costa e a beber espumante! Devo estar com a vista turva, só pode! LOL

Deixo-vos com mais meia-dúzia de imagens deste fim-de-semana <3








sexta-feira, 1 de abril de 2016

CONFESSO #1

Confesso que ando a comer demais. Não doces, nem sobremesas, nem pão, mas comida! Na Páscoa não toquei numa única sobremesa; num único doce. O que me seduz é o sal. Além de me estar a baldar à sopa forte e feio (sinto falta ao almoço, mas ao jantar não me apetece), tenho plena consciência que ando a comer demais, ficando com aquela sensação de enfartamento imediatamente a seguir às refeições (ao jantar sobretudo, porque ao almoço como bastante moderadamente).

Isto tem-me afastado da balança e todas nós conhecemos demasiado bem esta sensação.

Tenho de meter um travão na boca ou isto pode tornar-se num problema sério…


Just saying… 

Pode ser que este desabafo me faça entrar nos eixos outra vez! Quer-me parecer que tenho de voltar às partilhas do #peso do dia, porque sem dúvida que este compromisso foi fundamental para mim!


40 à Porta

Imaginem-se aqui...











Conseguiram-se imaginar? Nós vamos ali e vimos já! Não é uma escapadela de dias, vamos num dia e vimos no outro, mas com certeza vai dar para saborear bem esta experiência.

Depois contamos como correu e o nome deste sítio tão apelativo :))))

Não é todos os dias que se fazem 40 anos!



terça-feira, 29 de março de 2016

Está na moda dizer palavrões?

Imagem daqui
Vou repetir:

FODASEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

Mas hoje é por uma outra razão, o nº de visualizações de páginas ontem, foi 10x superior a um dia normal!

LOLOLOLOLOLOLOLOLOL

Acho que vou ter de meter umas 'caralh****' pelo meio dos posts só para atrair mais gente.

Muito bom :))))


segunda-feira, 28 de março de 2016

THOUGHTS #1

Há dias em que a única coisa que me apetece dizer é:

FODASEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE


quinta-feira, 24 de março de 2016

CURIOSIDADES # PARVAS, diga-se #1


Imagem daqui
Uma coisa que sempre me meteu confusão é ir acordar a Princesa de manhã e ela estar com a cabeça toda TAPADA (com as mãos atrás da cabeça a prender os lençóis que lhe tapam o rosto)!
- Como é que esta miúda consegue RESPIRAR?! Arre… que nervos!!!!!


A quem é que esta miúda sai? À AVÓ! Agora tenho não uma, mas duas avestruzes a dormir lá em casa… 

Valha-me Deus que ainda me dá a ‘sufeca’!


terça-feira, 22 de março de 2016

MEMÓRIAS DA PÁSCOA

Para começar eu tinha 2 madrinhas: a minha madrinha de Baptismo (Madrinha Nova), minha prima e a minha Madrinha Velha. De facto a idade era algo substancial que as distinguia mas não podia proferir estes nomes em voz alta! Aquando do meu baptizado, a minha Madrinha Velha (minha Tia, irmã do meu pai e que infelizmente já não estão entre nós) estava muito doente, às portas da morte. A minha Tia era Madrinha dos meus primos todos (éramos muitos mesmo) mas viu-se impossibilitada de ser minha também, por isso nomeou a minha prima para a substituir, o que me possibilitou de ainda ter Madrinha nos dias de hoje.
Imagem daqui

No Domingo de Páscoa pela manhã, os primos reuniam-se todos em casa da Madrinha Velha para receber à vez o folar (a minha Madrinha Velha acabou por viver mais 23 anos e não me distinguia dos outros afilhados), que consistia numa regueifa (pão branco em forma de rosca). Não imaginam como nos sabia bem comer aquele pão, naquela manhã… Nós éramos 5 irmãos e todos recebíamos uma e ficávamos felizes como se fosse a melhor prenda que nos podiam dar.

Por sua vez, a minha Madrinha Nova oferecia-me roupa para eu estrear nesse dia. Depois do almoço, lembro-me de ir ao café com os meus pais e exibir a minha roupa! Associo sempre tardes de sol ao Domingo de Páscoa porque é assim que me lembro de quando era miúda.

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A minha mãe por sua vez tinha imensos problemas de dinheiro. O meu pai era alfaiate mas os fins de tarde eram passados no tasco a beber cerveja (até ficar de vez acamado durante 13 anos…). Estourava o que tinha e o que não tinha e o que pudesse penhorar no ‘prego’ (antigas casas de penhor), ele penhorava (até os fatos dos clientes…). A minha mãe dizia que passava a vida com uma mão à frente e outra atrás. Não me lembro de comermos ovos de Pascoa, mas lembro-me dela juntar dinheiro para as amêndoas, era o seu mimo para nós. Comprava das de baunilha, torradas e um cheirinho das de licor. Às vezes gastava dinheiro que lhe ia fazer falta, mas ela preferia não comer e ver-nos felizes. Eram verdadeiramente ‘Outros Tempos’ e agora que escrevo sobre eles sinto-me nostálgica, de lágrima no olho…


Muito resumidamente para mim, Páscoa é sinónimo de sol; família; amêndoas e uma boa regueifa com manteiga! Podíamos ser pobres, mas por vezes éramos muito felizes com muito pouco…

E como recuámos à minha infância, deixo-vos com uma foto minha deste tempo <3

segunda-feira, 21 de março de 2016

CINEMA / The Lady in the Van

Sexta-feira fomos ao cinema. Vimos o filme ‘A Senhora da Furgoneta’. A história de Miss Shepherd é baseada numa história verdadeira, duma senhora que estaciona a sua furgoneta ‘temporariamente’ no pátio duma casa em Londres, mais concretamente no pátio do Sr. Bennett. Ao início estava com alguma dificuldade em gostar do filme, mas depois, adorei esta história que não nos consegue deixar indiferente.


Próximo filme a ver antes que saia de cartaz: ‘Quarto’. 

Proud!

Este foi um fim-de-semana cheio!!!!!!!!!!!

Começando por sexta-feira, onde estivemos presentes no DIA DO DIPLOMA (uma acção formal de entrega de diplomas de Mérito e de Excelência aos alunos que se distinguiram no ano lectivo 2014-2015). A minha Princesa recebeu os dois (Mérito e Excelência). Sonhamos sempre o melhor para os nossos filhos, desejamos que eles tenham Saúde; amor; família; sucesso na escola; que sejam crianças bem integradas a nível social; que sejam educados e que se disponibilizem a ajudar o próximo. Sabemos que tudo isto tem contornos ditos normais e até reconhecemos que muitas vezes os nossos filhos são substancialmente mais prestáveis para os outros e fora de casa, do que connosco. Chama-se a isto o ‘esticar a corda’. Em casa eles tentam tudo aquilo quase contrário ao que lhes ensinamos (são lentos; arrumam as coisas sempre à 15ª vez; procuram desculpas para não por a mesa, and so on). É a vida! Com a idade da minha fazia muito, mas mesmo muito mais coisas que ela e reconheço que se a minha não o faz, é culpa minha! Seja…

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Agora vamos ao dia de sábado, à competição que vos tinha falado. Ela foi com o pai e eu fui ligando para saber das boas novas. A hora de término estava prevista para as 12:30. Mas acabou bem perto das 14:00. A páginas tantas recebo um sms: Já tem uma medalha, 1º lugar iniciados! Yeahhhhh Fiquei super contente. Estes incentivos servem muitas vezes para eles se empenharem mais; para fazerem as coisas com um bocadinho de mais seriedade porque para se ter resultados, é preciso esforço; empenho e dedicação. Acho que o mais importante disto é que é um bom começo para ela. E agora deixo-vos com as fotos (que não estão brilhantes, mas foi aquilo que conseguiram).

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Felling Proud :))))

sexta-feira, 18 de março de 2016

GINÁSTICA ACROBÁTICA

Imagem daqui
A nossa escola de dança (minha e da Princesa) fechou no início de Janeiro deste ano, deixando as duas sem aulas! Deixei-a estar parada nesse mês e em Fevereiro começamos a procurar outras opções. Ela escolheu Ginástica acrobática, fez umas aulas experimentais e começou a sério no início de Março. Apesar de ser grande e das mais velhas, ficou na turma das iniciadas e não na turma de competição.

Há cerca de duas semanas chegou a casa a dizer que o treinador a tinha inscrito numa competição que se vai realizar amanhã, na Maia. Já?????????????? Eles lá sabem, pelos vistos há miúdas que andam lá há mais e tempo e ainda não participam. Algum potencial viu nela para a ter metido já nisto.

Este fim-de-semana é do pai, pelo que será ele que a vai madrugar acompanhar. Já dei imensas recomendações para registarem tudo em fotografias. Se fosse aqui perto também ia, mas não há transportes directos pelo que resolvi não ir.

Vamos ver como corre a estreia a Princesa nesta competição :)

Falar com o Coração

desenhooriginalteresabatista2008
Todos sabemos como a vida está difícil e que temos de ter prioridades na nossa vida, que nem sempre são as que mais desejávamos. Eu adoravaaaaaaaaaaaa poder andar bem vestida, bem calçada, com uma boa carteira, ir ao cabeleireiro todas as semanas e não ter de me preocupar se gastei 200€ ou 300€ no supermercado este mês. Adorava não ter o stress de ‘precisar de fazer um pé-de-meia’ para o caso de amanhã ter um stress de saúde (como foi o caso este mês, quando para meu espanto fiquei a saber que a biopsia mamária não é comparticipada pela Segurança Social e só nesse exame desembolsei 186€).

Ser mãe solteira tem disto, só podemos contar com um ordenado para o bom e para o mau. Não ganho bem, nem ganho mal, ganho o razoável para conseguir viver, pagar as contas ao fim-do-mês e não ter cartões de crédito. Se há dinheiro compra-se, se não há, não se compra.

Esta semana tive um stress relacionado com dinheiro, que me deixou com um nó na garganta sem saber o que fazer. Emendar as coisas e comprar o que não tinha comprado, sacrificando o meu ordenado deste mês, gastando provavelmente dinheiro que me iria fazer falta? Por outro lado comprar agora pareceria uma moeda de troca, e iria soar a falso num ‘toma lá dá cá’ e não seria verdade porque as coisas não eram assim! Ser honesta e sincera e explicar que não tinha comprado porque com a minha saída de casa no fim de Dezembro, vi-me a braços com uma série de despesas (rendas adiantadas; requisitar contadores; pagar as mudanças; mudar fechaduras; comprar frigorífico; placa; etc. etc.) que me deixaram falida? Explicar que estava a tentar recuperar e este mês gastei 400€ em despesas de saúde? Ommmmmmmmm… Não me conseguia decidir…

Depois de pensar e pensar e dar voltas na cama resolvi que a honestidade acima de tudo! Ganhei coragem  e escrevi às pessoas A; B e C e abri-lhes o coração. Quando chegou a primeira resposta chorei… De alívio por ter resolvido isto que me assombrava; de felicidade por ter lido palavras tão ternurentas e carinhosas, de  uma amizade que se veio a mostrar maior do que eu imaginava.

As voltas que dei na cama compensaram, fizeram-me ver que por mais que me custasse dizer a verdade, a recompensa seria algo muito superior!


Just love my friends <3

terça-feira, 15 de março de 2016

SAUDÁVEL e magra, com muito gosto

diariodeumateresaroquete
Especula-se muitas vezes sobre a saúde das pessoas que fazem dieta. No meu caso, por muito que eu diga às pessoas que como ‘normalmente’, são muitas as que não acreditam e continuam a achar que não como, uma vez que nunca mais engordei. Mas a verdade, não há nada que eu me prive de comer, embora mantenha sempre em mente o não cair em exageros. Mantenho igualmente as minhas rotinas do pequeno-almoço, do lanche, do petiscar quando chego a casa, e aqui sim, sou fiel ao meu regime (repito aqui pela 19467º vez, mesmo correndo o risco de vos maçar: Pequeno-almoço, pão de cereais torrado com queijo Philadelfia light e fiambre + 1 chávena de chá ou café em versão água choca por causa da vesícula; a meio da manhã se tiver fome como uma tosta ou sementes e o lanche é a maça verde do costume com ou sem tosta; ao fim da tarde como tomate com presunto ou fiambre no caso de não ter presunto). De resto, o meu almoço é sempre igual ao jantar do dia anterior, uma vez que trago marmita. Claro que há excepções porque nem sempre faço comidas que dêem para trazer e nem sempre tenho sopa. Nestes dias vou à rua comer uma sopa.

Em relação aos jantares, faço comida dita normal, como toda a gente (puré com bife de vaca/frango/peru; massa com grão-de-bico; jardineira de legumes; peixe/bacalhau cozido com batatas e legumes; bacalhau assado com batata a murro; arroz malandro de brócolos/penca/feijão com peixe no forno frito é muito raro; esparguete à bolonhesa; lasanha; massa com tomate e manjericão; lulas estufadas, etc.). Por aqui percebem que não me privo dos hidratos, da carne nem do peixe.

Aprendi que o mais difícil é perder peso e com tudo o que aprendemos neste processo tão difícil, podemos ter uma vida tranquila se aplicarmos as pequeninas regras básicas da moderação.

Um destes dias caminhava na rua com uma colega que me dizia estar desconsolada e sedenta de um rissol. Disse-lhe: entra ali e vai comer um! Respondeu-me que se cedesse à tentação, todos os dias teria mais uma e por aí fora. No meu caso sou diferente, quando ando com vontade de comer alguma coisa, mais vale arrumar esse assunto duma vez e não pensar mais, caso contrário, todos os dias vou andar ‘desconsolada’ e nada me irá satisfazer até cometer o dito pecado. Aconteceu-me isso há dias com as amêndoas da Páscoa, tanto falamos no escritório que eu babava em frente às montras a pensar quais amêndoas é que me apeteciam. Um dia comprei 3 pacotes diferentes, cheguei a casa e enchi uma taça da Bordalo Pinheiro e nesse dia consolei-me. Comi dumas, comi doutras e pronto. Tenho a taça em casa, passo por ali todos os dias e a vontade desapareceu. Não ando desconsolada e nem sequer me lembro que elas existem.

Ontem tive consulta no meu médico para ver os exames que tinha feito, análises etc. Houve duas coisas importantes e maravilhosas, confesso, que ele me disse. Em primeiro lugar, quando abriu o relatório da biopsia mamária (eu já tinha visto o resultado) disse-me que não podia estar mais contente, porque naquele preciso momento a nossa conversa poderia ser completamente diferente, e ele estar-me a mandar por exemplo para o IPO. Em segundo lugar quando viu as minhas análises, disse-me: estou a dar consultas há 11 horas, e as suas análises são simplesmente as MELHORES DO DIA! Sorri e vim embora de coração tranquilo com TUDO!

Senti-me bem e com o sentido de dever cumprido no que toca a tratar do meu corpo. Só falta mesmo recomeçar a fazer algum exercício físico, para me sentir maravilhosa! :D