Mostrar mensagens com a etiqueta Plaquetas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Plaquetas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

NAMORO À ESPANHOLA

Ontem à tarde fui dar plaquetas. Mais uma vez confirma-se que tenho um sangue excelente (quem diria LOLOL); a hemoglobina num valor muito bom e plaquetas nem se fala. Diz-me a médica: a menina é uma máquina de produzir plaquetas! Ihihiihhi Temos de ser bons nalguma coisa! Das últimas vezes o anticoagulante deixa-me com uma sensação estranha que piora no fim da dádiva, quando a máquina está a fazer a devolução total do sangue. Como já estou sugestionada, a sensação tem sido pior. Ontem senti a mão dormente, depois as coxas dormentes e depois uma das minhas pernas parecia que estava a ser estrangulada… Medo! Levanta poltrona; cheira álcool; bebe sumo para atenuar a sensação… Como fiquei stressada as tensões subiram pelo que acabei por ficar lá mais tempo do que devia. Nervos, estou a ficar uma esquisitinha, isso sim! De qualquer das formas não me inibe o desejo de continuar a dar, pelo que não saí do IPS sem marcar a próxima dádiva. Pode ser que corra melhor!

Entretanto o Principesco ligou-me a dizer que tinha ganho 2 bilhetes para a antestreia do filme ‘Namoro à Espanhola’. Tivemos de fazer tudo a correr, sendo que ainda íamos comprar o material escolar das miúdas. Depois do jantar lá fomos para o Norteshopping ver o filme. Nunca imaginei que ia gostar tanto, ri-me como já não me lembrava de rir e saí de lá a rir-me como uma perdida. Vínhamos no carro e eu ria-me cada vez que me lembrava de cenas do filme.


Antes de chegarmos a casa passei no meu irmão para lhe deixar um pão-de-ló. Ele adoraaaaaaaaaaaaaaa o que a minha irmã mais velha faz e como tem dificuldades em comer, sobretudo ao pequeno-almoço e lanche, lembrei-me que poderia ajudar. Ele estava com um ar esgotado, cansado e cheio de dores de cabeça (passou o dia todo naquilo). Mal o vi terminou ali o meu momento de boa disposição e voltei à realidade nua e crua. Quando me deitei não consegui conter as lágrimas a pensar nele, em como ele se deve sentir sozinho; o medo que ele pode estar a sentir; o não ter uma casa com uma família, mulher e filhos de volta dele, parte-se-me o coração. Ele tem a vida que escolheu, e infelizmente optou pelo álcool há demasiados anos atrás que o privaram do contacto connosco. Era impossível tê-lo num jantar que não ficasse bêbado e arranjasse problemas. Já vos contei que tentei de tudo para que ele fizesse uma desintoxicação mas nunca assumiu o alcoolismo, e nem hoje assume o seu passado como alcoólico. Eu penso que ele acha que o facto de só beber cerveja não faz dele alcoólico, isto porque sempre que alguém lhe pergunta se ele consumia muito, ele refere sempre que nunca bebeu bebidas brancas… Estranha a mente dele, deve ser um mecanismo de defesa. Enfim…