quarta-feira, 15 de junho de 2016

STOP THE WORLD

Às vezes, gostava que o mundo parasse para eu poder sair

Não me quero desiludir; não quero desiludir os que me rodeiam. Não quero ser desacreditada e acima de tudo, não quero perder a minha própria credibilidade. Não quero sofrer. Não quero pensar mais tarde ‘Eu sabia que íamos voltar a isto’. Não quero mostrar este tipo de acções à minha filha, não é este o exemplo que lhe quero dar!

Podem-me dizer que estou errada, mas nós somos os pilares da educação dos nossos filhos. Somos o exemplo que eles vêm todos os dias e um dia mais tarde, é a isso que eles se vão agarrar. Não lhe posso dizer daqui a uns anos coisas do género: ‘não podes permitir essas coisas; tens de acreditar em ti e fazer o que achas melhor para a tua felicidade; tu mereces melhor; não estás a desperdiçar a oportunidade de ser feliz, estás a lutar pela tua felicidade, etc’ se o exemplo que ela viu foi precisamente o contrário… Se ela (mais do que ninguém) me viu chorar muitassss vezes; me viu ficar zangada; me viu indecisa e completamente perdida; me viu ceder uma vez, duas, três, indefinidamente. Não é este exemplo que lhe quero dar, ponto!

Dizem-me que tenho de pensar em mim, na minha felicidade, mas eu penso em tudo. Penso na minha filha; na família, nos amigos! Que tipo de pessoa sou eu, se passo a vida nos extremos numa relação, em que tão depressa estou feliz, como no dia seguinte me apetece mandar tudo às urtigas e seguir em frente sozinha? Há tanta gente envolvida, que não consigo deixar de pensar nelas! Não é justo para ninguém, terem-me; perderem-me para depois me voltarem a ter! Acredito que pensem ‘será que é desta?’, eu própria pensaria isso… Confesso com toda a minha honestidade.

Por outro lado sei que ainda estou nesta indecisão, porque há alguém que me ‘agarra’ com todas as suas forças, com uma vontade gigantesca para que resulte, a sério! Alguém de coração aberto, que nunca esteve tão perto de me perder como agora.


Por agora eu só queria mesmo, que o mundo parasse e que a vida se resolvesse sozinha (como diz a Catarina Beato).

2 comentários:

  1. Às vezes, nao nos perdem, nós é que acabamos por perder, isto porque ninguem é de ninguem. Faz o que o teu coraçao mandar.

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  2. Pois é... mas a vida é mesmo assim, há decisões que temos de tomar com base naquilo que vivemos e naquilo que acreditamos!

    Quando se arrisca, é sempre com o objectivo de ser feliz... Quem não arrisca, nunca na vida saberá!

    DESEJAR UM FUTURO MELHOR É UM DIREITO QUE ME RESERVO e se tiver de me arrepender na vida, que não seja por não ter arriscado!

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